“Começou por fazer uma abordagem à contabilidade orçamental do ponto de vista da receita e da despesa, referindo que o exercício de 2013 teve um enquadramento conjuntural de ordem económica social local e nacional agravada pelas dificuldades. Teve um valor dos chamados FEFS igual a 2012 para 2013, apesar de 2011 para 2012, ter havido uma diminuição € 290.000,00 (duzentos e noventa mil euros). De 2010 para 2011, verificou-se uma diminuição de € 305.000, 00 (trezentos e cinco mil euros). De 2009 para 2010, houve um aumento de € 61.000,00 (sessenta e um mil euros). O que significa, neste momento, que há um valor efetivamente recebido de € 533.000,00 (quinhentos e trinta e três), entre 2013 e 2009.
Como é do conhecimento de todos, o município tem tido um conjunto muito significativo de processos judiciais e extrajudiciais e que têm grandezas na ordem de milhões de euros, o que é um grande significado.”
“estão convencidos que todos estes fatores são mesmo conjunturais. Alguns dependem objetivamente de forma direta do nosso exercício e esses podem obrigá-los a mudar. Há outros que não dependem em tão elevado grau da sua intervenção. Finalmente, um outro elemento conjuntural exigente é o nosso serviço da dívida, porque os condiciona para poderem fazer as opções que possam levar a livrarem-se deste condicionamento. Este serviço da dívida muito exigente resulta, evidentemente, de uma dívida muito elevada. Hoje, felizmente, estão perante contas municipais que são, em quase todas as relações e em quase todos os rácios, positivas e alertou para acompanharem o documento e olharem para os progressos que têm sido feitos, tanto de ano a ano, como em agregados de quatro anos. A questão que aqui se coloca é, desde logo, se esta execução orçamental nas receitas e nas despesas aumenta do ano de 2012 para o ano de 2013. A seguir, há uma componente deste aumento que tem a ver com o empréstimo PAEL e pode ver-se a influência desse empréstimo.
Do mesmo modo, nas despesas, também há um aumento de 19%, entre o ano de 2012 e o ano de 2013. Esta execução orçamental demonstra um aumento de 16% da receita e demonstra um aumento da despesa de 19%, mas, mais importante, demonstra previsibilidade e sustentabilidade”
“No ano de 2013, não foi contraído nenhum empréstimo, quer a curto prazo, quer a longo prazo, e verificou-se a maior execução orçamental de sempre, não é só a maior taxa de execução. “
“atualmente, a câmara recebe menos do que nos anos anteriores e deu o exemplo, em relação a este ano, são menos € 290.000,00 (duzentos e noventa mil euros) que acumulam com o valor de € 305.000,00 (trezentos e cinco mil euros) e assim sucessivamente. Sendo que, em 2005, o valor é idêntico ao que se recebe hoje. Mostrou uma outra circunstância, uma comparação com os principais consumos e concluiu que a electricidade subiu para o dobro, o gás e o gasóleo sofreram uma subida na ordem dos 140% ou mais. Entre o ano de 2005 e o ano de 2013, todos os principais consumos aumentaram numa média superior ao dobro.”
“nos últimos quatro anos, o passivo do município diminuiu €3.577.000,00 (três milhões, quinhentos e setenta e sete mil euros), dos quais €3.315.000,00 (três milhões, trezentos e quinze mil euros) são de empréstimos e também € 621.000,00 (seiscentos e vinte e um mil euros) são de dívidas a curto prazo, o que significa que, durante estes quatro anos, objetivamente, se reduziu em endividamento de curto prazo de 5%, mas muito endividamento de médio e longo prazo, o que dá uma redução superior a €3.500.000,00 (três milhões e quinhentos mil euros), durante estes quatro anos”
“Entre dezembro de 2013 e dezembro de 2012, também há uma diminuição global do passivo, um pouco mais de €1.000.000,00 (um milhão de euros). Neste último ano, por via do PAEL, diminuiu sem curto prazo um valor de €1.406.000,00 ( um milhão, quatrocentos e seis mil euros), e a médio e longo prazo um valor de €.314.000,00 (trezentos e catorze mil euros) de aumento e €1.091.000,00 (um milhão e noventa e um mil de euros) no exercício de 2013, que acumula a mais de €3.000.000,00 (três milhões de euros). Em 31 de dezembro de 2009, eram um pouco mais de €14.200.000,00 (catorze milhões e duzentos mil euros) e, em 31 de dezembro de 2013, o valor era de €10.652.000,00 (dez milhões, seiscentos e cinquenta e dois mil euros), sendo o total da diminuição de €3.577.000,00 (três milhões, quinhentos e setenta e sete mil euros). Como também se verifica, essa diminuição tanto se faz sentir no curto prazo, como se faz sentir, muito especialmente, a médio e longo prazo. Esclarece que, a curto prazo, são os fornecedores e serviços e, a médio e longo prazo, são empréstimos bancários. Este quadro demonstra, em percentagem relativa, uma diminuição global do passivo de 25%, mais de €3.500.000,00 ( três milhões e quinhentos mil euros). Mais esclareceu que, mesmo com a arrecadação de €1.450.000,00 (um milhão e quatrocentos e cinquenta mil euros) do PAEL, que é o empréstimo a médio e longo prazo, diminuíram-se €3.315.000,00 (três milhões e trezentos e quinze mil euros), mesmo apesar desta contratação.
Referiu-se ao quadro de evolução do passivo que tem valores ano a ano, mas também valores agregados, dizendo que, em primeiro lugar, de 2010 a 2013, claramente, inicia-se um ciclo novo “
Não é viável, em simultâneo, fazer uma redução muito significativa a médio e a longo prazo e fazer reduções muito significativas a curto prazo. Tanto que não é viável, como já se viu antes, o comportamento anterior era tudo ao contrário, porque é difícil fazer desta maneira e era ao contrário, porque, em muitas circunstâncias, atingir estes valores depende de uma atividade quase extenuante todos os dias, com um conjunto muito significativo de pessoas. Não vai permitir que se desvalorize este esforço, para não se voltar a andar para trás. Salientou que não pode ser igual diminuir dívida e aumentar dívida e não pode ser igual fazer investimento e não fazer investimento.”